Um homem morre de raiva em Colima; é o segundo caso no país em agosto.

COLIMA, Col. (apro).- Poucos dias após a morte de uma jovem de 17 anos em Zacatecas, o segundo caso de raiva no país este ano foi confirmado nesta cidade. A morte tirou a vida de um homem, após a morte de uma jovem de 17 anos, supostamente pela mesma doença, ter sido relatada no último domingo, dia 24.
No caso de Colima, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a vítima morreu no Hospital Geral da Zona 1 do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS), após ser atacada por um animal (espécie não especificada) em Tonila, Jalisco, cidade limítrofe ao município de Cuauhtémoc, em Colima.
Em comunicado divulgado na noite de quinta-feira, a agência indicou que o caso de raiva humana foi confirmado pelos sistemas de vigilância epidemiológica.
Ele explicou que o incidente envolvendo a vítima e o animal ocorreu em meados de maio deste ano e depois de vários dias, devido a sintomas como fadiga e dormência na área onde ocorreu a picada, o paciente foi a uma unidade de saúde em Jalisco, mas posteriormente, ao apresentar sintomas neurológicos graves, em 7 de agosto foi a um hospital particular em Colima, onde foi iniciado o protocolo de estudo por suspeita de raiva em humanos.
No dia 17 de agosto, ele foi internado em estado grave no Hospital Geral Zona 1 do IMSS para receber atendimento, mas faleceu dias depois, em data não especificada pelo Ministério da Saúde.
A agência considerou importante esclarecer que "o estado de Colima não teve casos confirmados de raiva humana em residentes desde 1987", mas "não devemos baixar a guarda, pois, de acordo com o boletim epidemiológico de janeiro de 2023, o vírus está presente no país".
Ele explicou que a raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central. Sua transmissão ocorre principalmente pela mordida de um animal infectado ou pelo contato de sua saliva com feridas abertas ou mucosas.
Em seus estágios iniciais, a raiva pode se manifestar com sintomas inespecíficos, como febre, dor de cabeça, mal-estar e formigamento ou coceira no local da picada. À medida que a doença progride, podem ocorrer sinais mais graves, como ansiedade, dificuldade para engolir, espasmos musculares, distúrbios neurológicos graves e, se não for tratada prontamente, pode levar à morte.
Ele afirmou que a vacinação oportuna dos animais continua sendo a estratégia preventiva mais eficaz para quebrar a cadeia de transmissão do vírus da raiva e, portanto, o Ministério da Saúde apelou à população para que mantenha seus cães e gatos, bem como o gado e outras espécies em risco, em dia com a vacinação contra a raiva.
Segundo fontes do setor de saúde, o México é certificado como livre de raiva humana transmitida por cães desde 2019, mas não está livre de raiva em geral, pois ainda há casos de raiva transmitida por animais selvagens, como morcegos e gambás.
Em 2024, foram registrados dois casos: um em Quintana Roo (causado por um gato) e outro em Michoacán (causado por uma espécie selvagem não especificada), enquanto em agosto de 2025, já foram registradas duas mortes: em Zacatecas e Colima.
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