No México, a maioria são desaparecimentos forçados: Lomnitz

Para o antropólogo Claudio Lomnitz (Santiago, Chile, 1957), o desaparecimento forçado no México evoluiu ao longo da história e, hoje, há uma necessidade premente de abordá-lo sob diferentes ângulos. Em contraste com as formas dominantes de compreensão desse fenômeno, ele se concentra não apenas na responsabilidade estatal, mas também no que o filósofo francês Louis Althusser chama de "formação social", que envolve uma fusão das esferas política, social e econômica: Estado, sociedade e mercado.
“Isso não reduz de forma alguma a responsabilidade do Estado. Pelo contrário, argumento que a grande maioria dos desaparecimentos no México são, de fato, desaparecimentos forçados. Mas isso não significa que tenham sido necessariamente concebidos ou executados pelo Estado ou pelo governo. Um grande número de desaparecimentos no México é inspirado pelos interesses dessas corporações que chamamos de cartéis. No entanto, são desaparecimentos forçados por uma série de razões, e o Estado tem responsabilidade”, disse o diretor do Laboratório de Estudos Sociais de Desaparecimentos da Universidade de Columbia.
Após dedicar vários anos ao estudo do crime organizado, tarefa que lhe permitiu dialogar com sobreviventes e envolvidos no desaparecimento de indivíduos, ele explica em entrevista que existe o risco de mitificar a vitimização da sociedade pelo Estado, quando os três elementos da formação social são corresponsáveis por esse problema. É uma espécie de triângulo com razões políticas, sociais e econômicas em seus vértices. Ele sabe que essa proposta não é lucrativa nem para o discurso oficial nem para a oposição partidária, mas procede com cautela. Oferece algumas pistas teóricas, mas também aponta algumas áreas cinzentas: acordos tácitos entre o crime organizado e o Estado, como o benefício mútuo que os desaparecimentos representam, por um lado, para os governos, ao reduzir as taxas de homicídio, e, por outro, para os grupos criminosos, devido à falta de investigações, ou os lucros que as empresas legalmente constituídas no setor de remessas obtêm com o pagamento de extorsões.
Ao longo de junho e julho, Lomnitz proferiu seis palestras no El Colegio Nacional como parte da série "Pensando sobre o Desaparecimento". Ele observou que, desde as primeiras manifestações desse problema, que ele atribui ao final do século XIX, com o recrutamento militar por meio da "leva", o desaparecimento evoluiu para suas manifestações mais recentes, cometidas principalmente pelo crime organizado.
Ao formular esta proposta, ela ecoa o trabalho de jornalistas que investigaram casos que fazem parte da memória recente, como Ricardo Raphael com Filho da Guerra; Alejandro Gutiérrez com Narcotráfico: O Grande Desafío de Calderón; e Marcela Turati com San Fernando: Última Parada. Alguns foram desaparecimentos em massa, outros foram registrados repetidamente em rotas de trânsito entre as fronteiras sul e norte do país.
Em relação a outros tipos de desaparecimentos, ele menciona os ocorridos na fronteira de Chiapas, onde "houve um grande número, embora não saibamos o número exato, de assassinatos de migrantes, basicamente por ladrões. É um tipo de banditismo que existe e tem sido organizado contra migrantes em certas áreas. O mesmo aconteceu nas passagens de fronteira entre o México e os Estados Unidos. Esses [assassinatos] não são planejados ou executados pelo Estado. No entanto, às vezes há aquiescência e conivência do Estado nesses padrões, especialmente quando são tão generalizados. Isso torna a responsabilidade do Estado inevitável, mesmo quando não foi a causa direta ou o perpetrador."
Diante de uma plateia composta por estudantes de antropologia, especialistas em direitos humanos, jornalistas e historiadores, o acadêmico compartilhou suas conclusões e dissertações em andamento sobre o tema. Foram seis sessões realizadas em dias chuvosos no Centro Histórico da Cidade do México, onde fica o Colégio Nacional. Trata-se de um perímetro urbano cercado por bairros problemáticos, o que lhe deu a oportunidade de ilustrar sua proximidade geográfica com algumas histórias de desaparecimentos. Ele mencionou pelo menos duas vezes a cidade natal de Galdino Mellado Cruz, fundador do cartel dos Zetas e protagonista de várias histórias de desaparecimentos que se destacam por sua brutalidade.
Não faltaram números sobre uma tragédia que, segundo dados oficiais, já faz 133 mil vítimas. Em sua palestra, o historiador combinou profundidade teórica com linguagem acessível para quem não está familiarizado com o assunto. Ele também compartilhou definições do fenômeno: "A ONU define desaparecimento forçado como a prisão, detenção, sequestro ou qualquer outra forma de privação de liberdade praticada por agentes do Estado, ou por pessoas ou grupos de pessoas agindo com a autorização, apoio ou aquiescência do Estado, seguida da recusa em reconhecer a privação de liberdade ou da ocultação do destino ou paradeiro da pessoa desaparecida, retirando-a, assim, da proteção da lei."
A partir da abordagem do autor de Por uma Teologia Política do Crime Organizado (Era, 2023), ao falar de rigor antropológico e histórico, ele sugere atentar para a observação de detalhes e evitar o que chama de leituras teleológicas. Ou seja, aquelas interpretações que priorizam propostas teóricas e relegam a segundo plano a necessidade de registro de evidências empíricas dos casos. Isso o levou a qualificar o uso de conceitos para compreender a violência no México, como "necropolítica", cunhada pelo filósofo camaronês Achille Mbembe, que ele entende basicamente como aquelas "soberanias que envolvem a capacidade de matar", em contraste com a categoria de biopolítica proposta por Foucault; ou seja, o poder do Estado de manipular a população em diferentes aspectos da vida.
Como complemento, ele oferece as ideias de "soberania negativa" e "Estado alienado de si mesmo" para compreender como a coexistência entre Estado e crime organizado opera nos desaparecimentos e na violência no México. Ele afirma que, "a rigor, é correto falar de necropolítica", mas tem reservas quanto à utilização dessa ideia para formar o que ele chama de teleologias.
O problema surge quando se passa disso, que é uma observação praticamente empírica, para uma interpretação que tem uma direção histórica. Ou seja, que a necropolítica é uma lógica de governo. Então, tudo acaba sendo muito funcional. No fim, curiosamente, e isso vai muito contra a inspiração foucaultiana da questão [da racionalidade do governo], acaba sendo uma explicação funcionalista: os cartéis servem aos interesses de qualquer coisa: do Estado, do capitalismo, do neoliberalismo, do racismo, de qualquer 'ismo'. Então, entendemos perfeitamente o que é e podemos dormir em paz em uma sociedade onde dormir em paz não é tão fácil.
As razões do desaparecimentoDe passagem pela Cidade do México, o antropólogo chileno naturalizado mexicano respondeu às nossas perguntas sobre suas primeiras apresentações por videochamada. Durante anos, ele foi colaborador das editorias do jornal La Jornada. É bacharel em Antropologia Social pela Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) e possui mestrado e doutorado na mesma área pela Universidade Stanford. Em 2023, proferiu seu primeiro ciclo de palestras dedicado ao tema dos desaparecimentos no Colégio Nacional: "Antropologia da Zona de Silêncio", que se baseou em sua experiência como colaborador da Comissão Local de Busca de Pessoas no estado de Zacatecas.
Uma das palestras da nova série se chamava "Três Casos", extraídos de entrevistas que ele realizou nos últimos anos. Todos os crimes foram cometidos por cartéis, mas as razões variam. Cada caso serviu para ilustrar o grau de envolvimento de atores estatais e não estatais na gama de possibilidades que levam as pessoas a ingressar no crime organizado, seja voluntariamente ou por recrutamento forçado. Todos eles apresentam os ingredientes da formação social: Estado, mercado e sociedade.
No primeiro caso, as vítimas eram um pequeno empresário dedicado à distribuição varejista de cerveja em uma cidade de Zacatecas e seu assistente. O cartel fez o primeiro desaparecer para consolidar um monopólio local na venda do produto. "Havia uma motivação econômica para o seu desaparecimento", diz o investigador. Mas o que aconteceu com seu assistente? Ele desapareceu para ser recrutado à força para a organização criminosa.
Lomnitz analisou um segundo caso, também em Zacatecas, de uma mulher que usava metanfetamina. Em seu desaparecimento, explicou ele, havia uma combinação de motivações pessoais e a intenção de uma organização de tráfico de drogas de recrutá-la. Tudo isso ocorreu no contexto de uma disputa com um grupo rival pelo controle do mercado local. Junto com ela, seu filho e genro também desapareceram.
"A mesma história: o filho e o genro não têm nada a ver com a economia 'cristal'", disse o investigador. "Eles os recrutam para uso em seus exércitos. Portanto, em uma única operação, pode haver mais de um motivo para o desaparecimento de alguém."
O terceiro caso que ele analisou foi o sequestro ou compra de migrantes, que grupos criminosos mantêm em casas seguras por meses até que seus parentes nos Estados Unidos enviem o dinheiro exigido para libertá-los e transportá-los através da fronteira. Empresas legalmente constituídas que atuam no ramo de remessas têm alguma responsabilidade por esse crime.
Eles levam os celulares. Nem a família nem ninguém sabe onde estão. Durante o tempo em que estão lá [presos], acontece de tudo: estupros e todo tipo de abuso. São desaparecimentos que nem contabilizamos. Não entram no cadastro de desaparecidos, mas são desaparecimentos. E algumas dessas pessoas desaparecem para sempre. Então, são três negócios diferentes: cerveja, cristal e imigração. Cada um com sua lógica. E, ao mesmo tempo, uma quarta [intenção]: recrutamento forçado.
Lomnitz desenvolveu a ideia de soberania negativa, que é precisa porque ajuda a explicar uma tendência a ver o uso da violência em mercados ilícitos — migração, drogas, extorsão e assim por diante — como um Estado ou proto-Estado. Embora ele reconheça que há casos em que alguns chefes adquirem funções estatais por meio de certas práticas de redistribuição, estas tendem a ser regionais e circunstancialmente diferenciadas.
"Não é correto imaginar cartéis como organizações com vocação estatal", afirma. O caso mais ilustrativo desses episódios esporádicos foi o de Rafael Caro Quintero, que, durante o auge criminoso do Cartel de Guadalajara, na década de 1980, enquanto construía escolas e pavimentava estradas em sua terra natal, atuou como "escravista" em sua fazenda El Búfalo. Em contraste com essa ideia, que considera errônea, de grupos criminosos como uma espécie de protoestado, ele propõe um conceito oposto.
“Por soberania negativa, entendo um poder que se baseia, antes de tudo, na capacidade de tomar: tirar a vida, exigir passe livre pela violência, roubar. Ao contrário do Estado, que sempre tem subjacente uma ideia de reciprocidade.” Ele acrescenta: “A soberania negativa implica uma necropolítica. Significa que a soberania se manifesta como a capacidade de tomar, não a capacidade de dar.”
“O que [os grupos criminosos] estão realmente tentando construir são empresas”, afirma ele, “como costumam se autodenominar. Los Zetas se viam como uma empresa. El Chapo Guzmán falava de sua empresa como uma empresa; o Cartel de Sinaloa também. A teleologia do que eles querem ser não é um Estado: é uma empresa.”
Desapareçam os desaparecidosLomnitz dedicou uma das palestras da série à relação entre desaparecimentos e governança. Nela, ele levantou um fenômeno presente ao longo do período de seis anos: o de que desaparecimentos forçados permitem acordos tácitos entre grupos do crime organizado e o Estado. Como ele afirmou no início da série: "No México, estamos diante de um fenômeno de grande escala. Isso, por si só, implica um certo grau de aquiescência por parte do Estado, se não mesmo uma autorização direta."
Mas como esse mecanismo funciona e quais benefícios mútuos ele oferece ao crime organizado e ao Estado? Ele distingue dois tipos de desaparecimento forçado: enquanto alguns visam ocultar um homicídio, outros estão relacionados ao crime de extorsão, como sequestro e recrutamento forçado.
"Onde há uma forte tendência, uma política de certos acordos tácitos entre interesses governamentais e interesses de cartéis, é nos desaparecimentos relacionados a assassinatos", enfatiza. "Existem certos tipos de desaparecimentos relacionados a assassinatos que, em determinado momento, podem fazer parte de um pacto tácito ou explícito — não sabemos, mas acredito que seja tácito — entre autoridades governamentais e cartéis específicos."
Ele explica que, em um ato de violência, as pessoas assassinadas devem ser processadas pelo Estado: os corpos são recuperados, uma certidão de óbito é emitida e eles são incluídos nas estatísticas de homicídios. Mas se, no mesmo incidente, membros do cartel recuperam os corpos e os destroem ou os colocam em uma vala clandestina, eles isentam o Estado da obrigação de processar homicídios. "Por lei, toda pessoa tem o direito de ser procurada. O Estado é obrigado a reconhecer, prestar contas e buscar todas as pessoas desaparecidas", ressalta.
O massacre de Cadereyta é um exemplo da violência sofrida por migrantes em sua passagem pelo México. Na manhã de 13 de maio de 2012, soldados encontraram 49 torsos humanos, pertencentes a 43 homens e seis mulheres, mutilados para dificultar a identificação. O incidente foi atribuído ao Los Zetas, como um ato de intimidação contra grupos rivais, os cartéis do Golfo e de Sinaloa. Este episódio ilustra como grupos do crime organizado usam a exposição ou a ocultação de massacres para atender aos seus interesses.
"Sem essa pessoa desaparecida, tudo isso não precisaria acontecer", diz ele, referindo-se aos procedimentos e registros. "Se não houver um boletim de ocorrência, e mesmo que haja, porque há grandes problemas nesse sentido no México que não quantificamos, esse incidente sangrento não precisa ser registrado ou processado. E isso pode ser conveniente para o governo: fechar os olhos para o fato de que esses assassinatos ocorreram."
Na terra de ninguém que as metodologias para medir a violência muitas vezes representam, Lomnitz explica que isso é conveniente para os governos durante o período eleitoral, pois lhes permite afirmar que as estatísticas de homicídios diminuíram.
Para entender a natureza alarmante dessas estatísticas, recorde-se um relatório do Animal Político publicado em março passado com dados obtidos pela Transparencia: de 2017 a 2025, houve 66.389 desaparecimentos, mas apenas 373 condenações foram proferidas por desaparecimentos forçados ou cometidos por particulares. Aproximadamente uma condenação para cada 178 casos. Em uma das conferências, ele observou que o número de casos resolvidos mostra uma forte relação entre conluio e aquiescência estatal.
“Esse é um espaço para possíveis acordos ou acomodações. Eu não diria que são entre o cartel e o estado em geral, mas sim entre o cartel e um governo, um governador. Não são acordos gerais e de longo prazo com o estado. Digo isso porque também temos muitos casos em que o cartel faz o oposto. O que eles chamam de 'esquentar a praça': deixar um rastro de corpos. E às vezes esse rastro são corpos importados.”
Como preâmbulo a outro dos conceitos que propõe em sua análise sobre os desaparecimentos forçados, mas também sobre o comportamento do Estado em relação às economias ilegais, que já abordou em seu livro El tejido social tornado (Era, 2022), ele esclarece que a maioria dos desaparecimentos no México ocorreu de 2007 até o presente.
Ele considera esse período o auge dos desaparecimentos em termos numéricos. Durante esse período, a maioria dos casos não foi cometida "diretamente pelo Estado. Quando são cometidos diretamente pelo Estado, é o que eu chamo de 'Estado alienado de si mesmo'. Ou seja, uma corporação que realiza o desaparecimento: uma polícia municipal ou estadual, ocasionalmente o Exército. Mas [durante esse período] na maioria dos casos serão os cartéis ou outros tipos de crimes. Em cada um desses desaparecimentos, pode haver razões de mercado, razões pessoais e razões políticas."
Sem justiça transicionalNa série de palestras, que planeja compilar em um livro a ser lançado em breve, Lomnitz apresentou o uso do discurso do inimigo interno para descrever a evolução dos desaparecimentos forçados no México. O primeiro período corresponde ao que caracterizou o discurso oficial durante a Guerra Fria: o inimigo era comunista. Essa ideia sofreu uma mutação nas duas últimas décadas do século XX, transformando-se em um inimigo dedicado a atividades ilícitas, que o Estado caracterizou como "apátrida". Desde 2018, o discurso oficial passou a apontar o inimigo interno como o regime neoliberal e conservador que o precedeu, enquanto os agentes da economia ilícita são parte do povo: não são apátridas, mas vítimas de injustiça social.
"A declaração de que as pessoas que trabalham em economias ilícitas — vamos chamá-las de crime organizado e crime desorganizado — fazem parte do povo, na minha perspectiva, foi inicialmente uma direção positiva. Houve gestos de que haveria uma estratégia de reintegração, que seria o início do fim da violência, mas isso não aconteceu."
“Acho que foi uma ideia ou discurso muito esperançoso”, acrescenta. “Mas quando você diz que, sem uma estratégia de reintegração baseada em qualquer tipo de estudo, mas sim na introdução de programas sociais, se você acha que se as pessoas receberem 3.000 ou 2.000 pesos por mês, você vai destruir essa economia, bem, isso ainda está para ser visto.”
Como parte de sua análise do problema dos desaparecimentos forçados, que se estende por seis anos, em sua última palestra, ele chamou a atenção para como os diversos discursos oficiais que tentaram explicar a violência por trás dos desaparecimentos envolvem uma "montagem de teatro moral", baseada tanto em uma "verdade histórica" (como ocorreu com os estudantes de Ayotzinapa) quanto na assimilação de criminosos como parte do povo e vítimas do neoliberalismo. Ele resume ambos os discursos como uma mitificação que obscurece a compreensão dos fatos e qualquer acesso à justiça para as vítimas.
“É uma declaração de justiça transicional que não foi acompanhada, na minha opinião, por uma análise detalhada das economias em que se baseou”, acrescenta ele na entrevista. “Foi uma análise moral, não uma análise econômica ou sociológica. Esse foi o primeiro problema que a transição enfrentou. A questão é que, no México, a famosa justiça transicional não existia. Havia o discurso da justiça transicional. É por isso que existem problemas.”
Ele acredita que a relação do governo da Quarta Transformação com as Forças Armadas gerou um conflito dentro do movimento político partidário em torno do ex-presidente López Obrador, especialmente no setor comprometido com os direitos humanos.
Isso levou a uma crise em torno do caso Ayotzinapa, no qual o governo optou por proteger os militares; embora não todos, porque é verdade que perseguiram alguns. Mas o que eles não quiseram explorar em profundidade foi o papel não apenas das Forças Armadas, mas também da polícia e dos governadores. Qual é a relação entre as diferentes partes do Estado mexicano e essas grandes empresas que chamamos de cartéis? Isso não foi feito. Isso se torna uma lógica de ocultação. E a lógica de ocultação rima um pouco com o problema dos desaparecimentos.
Gerardo Antonio Martínez (Cidade do México, 1982). É formado em Comunicação Social pela Universidade Autônoma Metropolitana-Unidade Xochimilco. Foi editor da agência de notícias SUN e coeditor do suplemento cultural Confabulario. Colabora para El Universal e Gatopardo. Foi pesquisador do Mecanismo de Esclarecimento Histórico (MEH) do CoVEH.
Jonathan López García (Cidade do México, 1983). Graduado em História e mestre em Sociologia Política pelo Instituto Mora. Foi pesquisador do Ministério dos Direitos Humanos (MEH) e integrou a equipe do Sítio Memorial Circular de Morelia 8, antigo centro clandestino da Direção Federal de Segurança. Atualmente, é doutorando em História Aplicada pelo CIDE.
www.adondevanlosdesaparecidos.org é um site de pesquisa e memorial sobre a lógica do desaparecimento no México. Este material pode ser reproduzido livremente, desde que sejam dados os devidos créditos ao autor e a A Donde Van Los Desaparecidos (@DesaparecerEnMx).
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